quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Diretores - Parte 2 - Darren Aronofsky

Nascido no Brooklyn, em New York, na adolescência sempre amou os clássicos do cinema e passou parte do seu tempo praticando o grafite. Ao sair do colégio, foi para Harvard e se formou em cinema (live-action e animações) e ganhou vários prêmios, porém, eu o trouxe não pelos prêmios ou por sua vida acadêmica e sim para demonstrar como um cara simples e que cresceu apenas com as influências dos grandes mestres e que amava tais artes.

Irei exemplificar com o primeiro e o último filme deste novo diretor que conta com apenas cinco trabalhos em sua filmografia. DOIS DESTES GENIAIS, então, creio que ele está no lucro!

O primeiro foi "Pi" (sim, o próprio, que a gente aprende para calcular circunferências e tal...): Este vale a pena contar um pouco da história de como chegou às telonas: Após sair da faculdade e ter alguns curtas independentes, Aronofsky resolveu filmar uma película que iria tratar de um gênio matemático que começa a descobrir padrões em tudo. Para isso, precisava de verbas. Agora como vocês acham que ele conseguiu? Saiu pedindo 100 dólares para seus amigos e conhecidos e com uma promessa que, se o filme rendesse, eles teriam aquele investimento de volta com lucros! Pois bem, o filme foi filmado com um orçamento de 60.000 mil... e rendeu mais de 3 milhões. Mesmo não tendo um grande circuito, ganhou vários prêmios e recebeu vários elogios da crítica. Sim, ele devolveu para cada um que deu os 100 mangos e acreditou nele, 150 dólares.

Max, o protagonista já mencionado, é um cara extremamente recluso e evita sair ao sol (pois ele se incomoda com a luz) e acaba construindo um computador em sua casa que chega ao resultado de Pi. Com isso, ele chega a conclusão que os eventos terrestres são cíclicos e chega a várias descobertas, inclusive as tendências das bolsas de valores e significados da vida. Ele acaba sendo perseguido por grupos e seitas devido ao seu conhecimento e bem... Vão assistir para saber o final! Um verdadeiro Thriller, que até a escolha da filmagem ser em preto e branco faz sentido quando você se aprofunda no drama da personagem.

Genial 1: O último foi o tão falado e discutido "Cisne Negro". Creio termos mencionado no blog este filme quando ele estava em cartaz e concorrendo ao Oscar (ganhou melhor atriz, Natalie Portman, divina no filme por sinal...). Foi aclamado pela crítica (e por mim também). Um verdadeiro drama psicológico, um inside dentro da cabeça da protagonista, que acabamos por nos sentir extremamente apegados com seus problemas e distúrbios. Somos presenteados com uma fotografia esplendorosa e uma trama que nos deixa prendendo a respiração até o derradeiro fim que... Vão assistir, caso ainda não tenham visto... Não consigo exprimir em letras algo que possui tamanha complexidade emocional.


Os outros filmes são "Requiem Para um Sonho" (Genial 2), "Fonte da Vida" e "O Lutador". Estas 5 obras caracterizam quem é Aronofsky e mostram o quão genial, no quesito psicológico, este diretor consegue ser.
Além de todos os prós que eu encontrei em "Requiem Para um Sonho" este traz uma música que, mesmo você não tendo visto o filme, com certeza já escutou, pois é de tamanho impacto que muitos utilizam para definir... Ouçam mais uma vez e definam por vocês logo aqui embaixo:


video

1 comentários:

DENIS disse...

Sem dúvida, o diretor é muito talentoso e com mente bem criativa.. O Cisne Negro foi o filme que mais me surpreendeu e a atuação da atriz Natalie está incrivelmente colossal. Amei o filme e me arrependi por nao ter ido ao cinema.

Postar um comentário