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terça-feira, 26 de julho de 2011

Camões não pegava ninguém?

Essa história viaja pelas caixas de correio da vida e por ter achado extremamente engraçada, além de possuir uma presença de espírito rara, resolvi compartilhar com vocês.

Ocorreu no vestibular da Universidade da Bahia. A questão pedia aos candidatos uma interpretação de um trecho do famoso poema de Camões:


'Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói e não se sente,

é um contentamento descontente,

dor que desatina sem doer '.

Uma vestibulanda de 16 anos respondeu da seguinte maneira:

'Ah, Camões! Se vivesses hoje em dia,

tomavas uns antipiréticos,

uns quantos analgésicos

e Prozac para a depressão.

Compravas um computador,

consultavas a Internet

e descobririas que essas dores que sentias,

esses calores que te abrasavam,

essas mudanças de humor repentinas,

esses desatinos sem nexo,

não eram feridas de amor,

mas somente falta de sexo !'

A autora recebeu um DEZ pela sua composição, que de acordo com os avaliadores continha: originalidade, estruturação dos versos, rimas insinuantes, e também por ser a primeira, que ao longo de quase 500 anos, desconfiou que os problemas de Camões eram apenas falta de mulher!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os 5 que superaram Rambo. Parte 5 (Final).

Finalmente cheguei ao fim dessa idéia de dividir um post em 5 partes. Caso não tenham visto os outros, confiram aqui: Audie Murphy, Alvin York, Jack Malcolm e Yogendra Yadav estão disponíveis para quem não os tenha visto.

Agradecimentos novamente ao Raul Soares Sombra que enviou toda a pesquisa e deu a idéia desse post.

Agora o último dos super-soldados é: Simo Häyä


Simo Häyä tinha uma vida bem entediante na Finlândia. Ele serviu o ano obrigatório no exército e então se tornou fazendeiro. Mas quando a União Soviética invadiu sua terra natal, em 1939, ele decidiu que queria ajudar seu país. Já que a maioria das lutas ocorriam nas florestas, ele achou que o melhor jeito de impedir uma invasão era pegar seu rifle de confiança, duas latinhas de comida e esconder-se em uma floresta o dia inteiro, atirando em russos. Sob dois metros de neve e a 20-40 graus abaixo de zero.

É claro que quando os Russos ouviram que dezenas de seus homens estavam sendo apagados, e que era só um cara com um rifle, eles ficaram com medinho. Ele ficou conhecido como a “Morte Branca” por causa de sua camuflagem branca, e os soviéticos chegaram a preparar missões inteiras, apenas para matar esse único cara. Eles começaram mandando uma força especial para achar Häyä e matá-lo. Ele acabou com todos eles. Então eles tentaram juntar um grupo de counter-snipers (que são basicamente snipers que matam snipers) e os mandaram para eliminar Häyä. Ele eliminou todos também.

No decorrer de 100 dias, Häyä havia abatido 542 pessoas com seu rifle. Ele derrubou mais 150 com sua metralhadora SMG, mandando sua contagem de corpos para mais de 705, um recorde universal que dificilmente será ultrapassado na nossa realidade. Já que todos os homens que eles tinham estavam ou muito assustados, ou muito mortos para chegar perto dele, os russos decidiram simplesmente bombardear todos os lugares onde acharam que ele poderia estar. Supostamente eles acertaram o local, e ele foi atingindo por uma nuvem de fogo que destruiu suas vestimentas e tudo ao seu redor, mas não o matou (porque se não ele não estaria aqui né...).

Finalmente em 6 de Março de 1940, algum bastardo de sorte acertou Häyä na cabeça, com uma bala explosiva. Quando os outros soldados o encontraram e o levaram para a base, ele “tinha perdido metade da cabeça”. A Morte Branca havia finalmente sido abatida… por mais ou menos uma semana. Apesar de ter sido diagnosticado com um caso severo da síndrome “tiro-no-meio-da-cara”, ele ainda estava bastante vivo e recuperou a consciência em 13 de Março, o mesmo dia em que a guerra acabou, Simo Häyä morreu em 2002, em sua casa, anos depois do seu “acidente”.

Para concluir essas curiosidades sobre os grandes soldados da guerra, eu gostaria de deixar para avaliar (caso assim desejem) esses pensamentos de Gandhi:
"A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma e adiantar as premissas para a queda e a regeneração daquele mesmo império."

E quando não mais tiver fé nesta filosofia, lembre-se sempre:
"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos!!!"


terça-feira, 17 de maio de 2011

Os 5 que superaram Rambo. Parte 4

Deseja ver os outros três? Bem o primeiro, o segundo e o terceiro já estão lhe aguardando para contar suas proezas... Só não se empolguem demais, afinal, eles não podem ser classifcados em uma categoria "normal" da raça humana.

O rapaz calmo e sensível de hoje será: Yogendra Singh Yadav

Yogendra Singh Yadav era um membro do batalhão de granadeiros indiano, durante o conflito no Paquistão em 1999. A missão deles era escalar a “Colina do Tigre” (Colina? Está mais para uma montanha...), e neutralizar os três abrigos inimigos no topo. Infelizmente, isso significava subir a montanha enorme feita de puro gelo. Como eles não queriam fazer o batalhão subir tudo aquilo com picaretas de gelo, decidiram que iriam mandar um cara, quando estivessem próximos as bases e ele iria descer as cordas, para que todo mundo pudesse subir do jeito "moçinha". Yadav, recebendo o espírito de Chuck Norris, se voluntariou.

Na metade do caminho, pela subida do inferno gelado, inimigos se posicionaram numa montanha adjacente e abriram fogo, atirando neles com RPG (Lançadores de mísseis de curto alcance), depois fuzilando com rifles de assalto. Metade do seu esquadrão foi morto, incluindo o comandante, e os restantes se espalharam totalmente desorganizados. Yadav, apesar de ter sido baleado três vezes, continuou escalando...

Quando ele atingiu o topo, um dos abrigos inimigos que era o alvo, abriu fogo contra ele com metralhadoras. Yadav correu em direção à chuva de balas, atirou uma granada pela janela e matou todos lá dentro. Nessa altura, o segundo abrigo tinha uma mira limpa dele e abriu fogo, então ele correu até eles, desviando de algumas balas (pois é... Ele levou mais alguns tiros nesse processo) e matou quatro homens, fortemente armados, com as mãos vazias.

Enquanto isso, o restante de seu batalhão estava parado, olhando para ele e dizendo “CARALHO VÉIO!!!”. Então todos foram juntos (inspirados, creio eu) e renderam o terceiro abrigo sem problemas.

Por sua proeza e nível de “motherfuckise”, ele foi condecorado com o “Param Vir Chakra”, o maior prêmio militar da Índia. Diferente da “Medalha de Honra” dos EUA, o “Param Vir Chakra” só é dado para “o mais raro dos raros soldados, que vai além do dever patriótico e que, em vida normal, seria considerado impossível de se obter.” Exatamente, você precisa quebrar as leis da realidade só para que se torne possível possuir a medalha. Somente 21 pessoas foram condecoradas com ela e dois terços morreram no processo.

No começo havia sido reportado que Yadav também havia morrido... Parece que eles o confundiram com alguém mais humano... Ou eles apenas deduziram (o que tenho que admitir, qualquer pessoa em sã consciência faria) que nenhum ser humano poderia sobreviver com uma perna quebrada, um braço destroçado e entre 10 e 15 buracos de bala em seu corpo de uma só vez.

Detalhe: Ele Tinha apenas 19 anos na época em que fez todas essas proezas, dignas de um filme que misturariam em um só personagem: "Jack Bauer", "007", "Exterminador do Futuro" e claro: "Rambo".

sábado, 14 de maio de 2011

Os 5 que superaram Rambo. Parte 3

Terceira parte dos soldados mais loucos de todas as guerras.

Deseja ver o primeiro? Que tal o segundo?

O cara de hoje será: Jack Malcolm

Um comandante aliado na Segunda Guerra Mundial e um ávido fã de surfe. Capitão Jack Malcolm Thorpe Fleming Churchil, também conhecido como “Lutador Jack Churchil” ou mais popularmente como “Jack Insano” era basicamente o desgraçado mais doido de toda a guerra.

Ele se voluntariou para uma missão, não sabendo ao certo no que se envolveria, mas sabendo que parecia perigoso e, portanto, divertido. Ele era conhecido por dizer que “Qualquer soldado que entrar em ação sem sua espada está vestido impropriamente.” E sempre levava sua espada para a batalha – no meio da Segunda Guerra Mundial… E não era uma daquelas espadinhas de enfeite que os oficiais da Marinha possuíam. Jack carregava uma Claymore (espada escocesa usada com as duas mãos), sendo que ele a usava no campo de batalha…

Ele capturou um total de 42 Alemães e um esquadrão de morteiro, durante a noite, usando apenas sua espada. Simplesmente usando um corpo de um soldado inimigo e sorrateiramente indo de um posto de vigia até o outro e enfiando sua espada na cabeça de cada soldado (uma pessoa bem gentil pelo jeito...).

Quando indagado como havia conseguido aquilo, ele disse: “Contanto que você diga para um alemão, alto e claro o que fazer, se você for mais velho que ele, ele resmungará ‘jawohl’ (sim, senhor) e fará o que você disse com entusiasmo e eficácia, independente da situação.”

Também famoso por aparecer de surpresa em campos alemães, montando uma motocicleta e usando nada além de um arco-e-flecha e sua espada, e massacrando o campo inteiro. Ou ainda por resgatar um soldado britânico de uma emboscada, mesmo depois de ter sido atingido no pescoço por uma metralhadora montada (Grande coisa... Já fui atingido por uma pedra de baladeira e ainda continuei em pé... Pelo menos eu estava em pé até ter acordado em uma maca no hospital, não lembro de muita coisa...).

Após ser enviado para um campo de concentração, ele ficou entediado e saiu. Simplesmente caminhou pra fora. Eles o pegaram de novo e o mandaram para um novo campo. Então ele saiu de novo. Depois de caminhar 150 milhas com apenas latas enferrujadas de cebolas como comida, ele foi pego por americanos e enviado de volta para a Inglaterra, chegando lá, ele exigiu ser enviado novamente ao campo de batalha, apenas para descobrir (com grande decepção) que a guerra havia terminado, enquanto ele estava no caminho até lá. Como ele disse para seus amigos depois “Se não fosse pelos malditos "ianques", nós poderíamos manter a guerra por mais 10 anos!!!”

sábado, 7 de maio de 2011

Os 5 que superaram "Rambo". Parte 2

Deseja ver o primeiro destes "soldiers modafuckas"? Clique Aqui

Esta é a 2° parte da empreitada destes grandes nomes da guerrra. Aguardem os próximos três. Lembrando que foi enviada por Raul Soares Sombra.

O Soldado de hoje será Alvin York


Nascido em uma família de fazendeiros caipiras do Tennessee, Alvin York passou a maior parte de sua juventude ficando podre de bêbado e entrando em brigas nos bares. Quando seu amigo morreu em uma dessas brigas, ele largou a birita e se tornou um pacifista. Ele foi chamado para servir, tentou evitar, mas foi enviado para o treinamento básico. Um ano depois, ele era um dos 17 homens designados para se arrastarem furtivamente e tomar um acampamento fortificado com artilharia pesada (metralhadoras), guardando uma rodovia Alemã. Conforme se aproximavam, os atiradores os enxergaram e abriram fogo, destroçando nove deles em pedaços.

Os poucos sobreviventes que não possuíam culhões de ferro entre suas pernas, fugiram, deixando York parado lá, sob fogo de 32 metralhadoras pesadas. Como ele contou mais tarde em seu diário; “Eu não tinha tempo para desviar por trás de árvores, ou mergulhar em arbustos, nem para me ajoelhar ou deitar. Não tinha tempo para fazer qualquer coisa, a não ser assisti-los atirando e lhes dar o melhor que eu podia. No começo, eu estava atirando deitado, como costumávamos atirar nas partidas de tiro ao alvo do Tennessee. Era a mesma distância, só que com alvos maiores. Naquele momento, eu não podia errar o
corpo ou cabeça de um alemão. E eu não errei.” Depois de matar mais ou menos 20 homens, um Tenente alemão, mandou 5 caras juntos, para tentar matá-lo pelos flancos. York puxou seu revólver Colt.45 (que só tinha 8 balas) e matou todos eles.


A essa altura o Tenente Paul Jurgen Vollmer gritou perguntando se York era Inglês. Veja que na 2ª Guerra, ninguém realmente levava os americanos a sério, e todos os viam como os novatos. Vollmer deduziu que esse soldado louco/fodástico/p%$@ loca deveria ser algum tipo de "Super Homem" Inglês que estava mostrando para os maricas americanos como se fazia.
Quando York disse que era Americano, Vollmer replicou “Santo Deus! Se você parar de atirar, eu ordenarei que meus homens se rendam!” Dez minutos depois, 133 homens vieram andando, o que havia restado do batalhão de York. O Tenente Woods, superior de York, no começo achou que era uma emboscada alemã, até ver York que o cumprimentou e disse; “Soldado York se apresentando com prisioneiros, senhor!” Quando o estupefato oficial perguntou quantos eram, York disse “Honestamente tenente, eu não sei…”

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os 5 que superaram "Rambo". Parte 1

Como a matéria é bem grande, irei dividir a mesma em 5 posts.

Essa postagem foi enviada por um colega meu Raul Soares Sombra. Após ter lido (e me admirado bastante com as histórias...) resolvi compartilhá-la com vocês.

Sou um grande apreciador da História como um todo e de grandes batalhas. Creio que sempre é necessário que conheçamos nosso passado para fabricar nosso futuro e não repetir erros. Porém, como o objetivo deste material não é reflexão e sim o entretenimento (e quem sabe um pouco de cultura) espero que vocês apreciem.

O 1° destes "super soldados" foi Audie Murphy

Quando Audie Murphy se alistou para a Marinha em 1942 na idade de 16, ele tinha 1 metro e 60 e pesava pouco mais de 50 quilos. Eles riram da cara dele. Então ele se alistou na Força Aérea, e eles também riram da cara dele. Então ele se alistou no Exército, e o exército refletiu que poderiam sempre usar um peão para absorver o poder de fogo do inimigo, então o deixaram entrar. Ele não era particularmente bom naquilo, e na verdade eles tentaram transferi-lo para a cozinha, depois que ele desmaiou na metade do treinamento. Ele insistiu que queria lutar.

Durante a invasão da Itália ele foi promovido para corporal graças a suas incríveis habilidades de tiro, e nesse mesmo período, contraiu malária, que ele teve durante quase toda a guerra. Tente se lembrar desse detalhe…

Ele foi enviado para o sul da França em 1944. Encontraram um pessoal de artilharia Alemã que fingia estar se rendendo para se aproximar mais dos Aliados e que começaram a disparar, então um dos tiros atingiram em seu melhor amigo. Murphy ficou completamente doido, matou todos no ninho de artilharia e depois usou suas armas para matar cada coitado em um alcance de 100 jardas, incluindo mais dois ninhos de artilharia e um grupo de snipers. Eles lhe deram condecorações e o tornaram comandante, enquanto todos se desculpavam por chamá-lo de “baixinho”.Quase um ano depois, sua companhia recebeu a missão de defender Colmar Pocket, uma região crítica na França, mesmo que tudo que eles tivessem fossem 19 caras e dois M-10 Tank Destroyers. Os Alemães apareceram com uma caralhada de soldados e meia dúzia de tanques. Já que reforços não iriam chegar por um bom tempo, Murphy e seus homens se esconderam em uma trincheira e enviaram os M-10s para fazer o trabalho pesado. Eles foram dizimados em pedaços.
Então, este garoto com um metro e 60, raquítico e cheio de malaria, correu para um dos M-10s destruídos, subiu na traseira e tomou controle da metralhadora calibre.50 acoplada em cima do tanque e começou a matar todo mundo à vista. Um detalhe é que o M-10 estava em chamas e tinha um tanque cheio de gasolina, o que o tornava uma armadilha mortal.

Ele continuou por quase uma hora até que estivesse sem balas, então se afastou de volta até seus homens enquanto o M-10 explodia no fundo (estilo “Mad Max”). Eles lhe deram literalmente, todas as medalhas que podiam (33 no total, apesar de que ele tinha algumas “repetidas”, mais 5 da França e 1 da Bélgica), incluindo a Medalha de Honra.

Depois da Guerra, ele sofreu stress traumático pós-guerra, e lhe foi prescrito o antidepressivo Placidyl. Quando ele ficou viciado no remédio, em vez de entrar em um programa como uma menininha, ele optou pelo caminho frio e solitário, se trancou em um quarto de hotel por uma semana e superou o problema como o pequeno minúsculo filho da p$@& com nervos de aço que ele era. Ele escreveu uma autobiografia intitulada “Ao Inferno e de Volta”, e depois se tornou um ator. Esse "baixote" foi o soldado mais condecorado da história do Exército Americano.

Bem, se você se interessou, logo iremos ter a história dos outros quatro. Aguarde...

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