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sábado, 7 de julho de 2012

Livros para as férias!

Pois é, faz um tempinho que não publicamos nada não é? O Lins aparentemente foi abduzido ou algo do tipo e como eu estou estudando até nas férias, apenas arranjei um tempinho no sábado para falar com vocês. Perdão.

Hoje, voltarei a falar de livros! Vou dar dicas para quem desejar ir atrás, como também de lançamentos que estarão nas prateleiras do país. Começando pelo clássico:

1. O Poderoso Chefão ("trailer" com spoilers!!!!!)
A obra de Mario Puzo que deu origem ao maior filme de máfia da história do cinema e que sou apaixonado é tão boa quanto os filmes. Após ler este livro, é notória a influência nos roteiros do 1° e 2° filmes da trilogia de Francis Ford Copolla. Imperdível para quem é apaixonado pela tema da máfia e deseja conhecer o submundo "elitizado" dos EUA do final dos anos 20 até os anos 50 aproximadamente, acompanhamos a história da família Corleone, a mais poderosa família siciliana de New York.

Como já disse, a obra de Puzo é incrível, principalmente por este ser de descendência siciliana e ter conhecimento das relações de poder, a lei do silêncio (Omertà) que rege os sicilianos, as fortes relações que a máfia tem com o Estado e o fato de saber expressar isso em palavras para quem é um voyeur desse mundo de forma extremamente apreciável, é inegável o saber que este carrega sobre este mundo. Entendemos as motivações dos personagens e aprendemos as personalidades características de cada um, sem o uso de estereótipos ridículos que acabam aparecendo quando um escritor tenta enveredar por uma cultura que não é a sua natural.

Vale ressaltar que está saindo uma nova edição de luxo em breve pela editora Record, com a capa remodelada e muito parecida com os recentes boxes de DVD's da trilogia. Recomendo tanto o livro, como os filmes.

2. Trilogia DragonLance (Heróis da Lança)
Para os amantes de RPG e histórias de fantasia, creio que irá agradar. Escritos por Margareth Weis e Tracy Hickman, estes livros contam a história de um grupo extremamente improvável que adentra em uma aventura quando os seus membros se encontram em uma taverna após longos anos sem se ver (soou parecido como um início de aventura de RPG não é? Essa é a ideia!). Existem boatos de que os dragões retornaram a Krynn e a guerra vai se tornando cada vez mais próxima. Então, uma bárbara (muito bonita por sinal) surge com um acompanhante gigante na taverna onde os amigos estão, carregando um cajado com um cristal azul que traz a promessa de ser o único objeto mágico que poderia por fim ao caos instaurado no mundo. E claro, esses amigos compram a aventura.

Os personagens de raças e classes diferentes formam um grupo de RPG característico: temos o meio-elfo e ranger, que logo se mostra o líder e tem um dilema interessante entre suas duas raças e o amor que sente por uma elfa e uma humana. O mago humano, franzino e cheio de segredos com um irmão brutamontes e sempre sedento por uma luta. O anão ranzinza e lutador, que é como um pai para todos por ser o mais velho. A Knight que deseja reestabelecer o prestígio de sua ordem e é apaixonada pelo meio-elfo e o Kender ladino, uma raça que só causa desordem por onde passa.

Com uma história intrigante e dinâmica, estes livros nos prendem a cada página e cria vínculos entre os leitores e os personagens. Eu lembro que ri muito das maluquices do Kender, fiquei querendo saber mais sobre a ordem dos magos e claro, sobre as diversas raças de dragões que apareceram ao longo da trama. Para quem gosta de livros de fantasia, estes autores são um dos melhores do ramo.

3. Märchenmond
Após um que sou fascinado, outro que foi best-seller no New York Times, chego na última indicação do post que também é uma trilogia, porém que não é muito divulgada em nosso país: Märchenmond é uma história de fantasia escrita por Wolfgang Hohlbein e sua esposa Heike (sendo a primeira obra deste que viria a ser um dos mais conhecidos escritores de ficção da Europa) em 1982 e somente publicada no Brasil em 2006, no mesmo ano que foi traduzida para o inglês. Vendeu 2 milhões de exemplares em 12 países e mistura um toque inglês com o romance alemão em sua obra.

A história se passa na terra de Märchenmond e traz como protagonista o garoto Kim, que descobre que sua irmãzinha Rebekka está em coma por motivos além da compreensão médica, pois teve sua alma aprisionada pelo Boraas, lado negro de Temístocles, que irá ajudá-lo a chegar a terra mágica e salvar sua irmã das prisões de seu gêmeo negro. Lá, ele encontrará um dragão dourado, um urso e um gigante que o ajudarão a salvar tanto Rebekka como o mundo de Märchenmond das forças do mal, pois tais desfechos acabarão se entrelaçando no dualismo maniqueísta caracteristíco das histórias de fantasia.

O trecho descrito logo acima é a trama do primeiro livro, sendo que o segundo traz uma reviravolta ao mundo que havíamos nos acostumado no primeiro e do terceiro nada possso mencionar, pois não chegou ainda em nosso país e não tem previsão para tal. Apesar de personagens que quase gritam na sua cara: "somos estereótipos!" A história é muito bem escrita e o mundo possui uma visão um pouco diferente das que nós brasileiros, muito acostumados com literatura nacional e anglo-saxã, temos. Vale ler pela aventura que este autor nos traz e pelo desfecho sensacional que o livro possui. 

Muito comparado aos mundos de Lewis e Tolkien, as influências destes dois escritores não ficam escondidas entre as páginas e sim, exaltadas por muitas vezes durante a obra, como uma óbvia homenagem para esses dois ingleses que revolucionaram o mundo da literatura (ok, eu sei que Tolkien nasceu na África do Sul antes que me crucifixem, mas ele voltou novinho pra Inglaterra então o considero mais inglês, afinal, o cara até lutou pela Inglaterra na 1° Guerra Mundial!).

Então... acho que é só. Espero que tenham se interessado por algum dos livros aqui indicados para vocês procurarem ler nas férias, se possível. Eu, pelo menos, tive ótimas horas lendo-os. Até a próxima!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mais dicas de seriados.

Algumas dicas já foram colocadas por mim anteriormente e para quem desejar ver mais alguns seriados

Agora, irei indicar "duas por uma", por tratarem do mesmo tema e serem dos mesmos produtores, creio que elas podem ser apresentadas juntas.

Estou falando de "Band of Brothers" e "The Pacific".

A primeira feita em 2001 (não está datada com certeza), trata da campanha norte-americana durante a Segunda Grande Guerra pela visão dos soldados na Europa. Feita com o aval de ninguém menos que Steven Spielberg e Tom Hanks e carregando o selo (que muitos associam a qualidade, sendo eu uma destas pessoas) da HBO, a minissérie de dez episódios carrega consigo uma carga de atuação e um roteiro esplendoroso, nos fazendo passar por todas os martírios, problemas e conflitos daqueles que realmente fizeram a guerra. O melhor do seriado é no ínicio de cada episódio, onde soldados que lutaram nas batalhas que serão mostradas durante o capítulo falam e descrevem como se sentiram, o ambiente, o clima entre seus camaradas, esperanças e a perda desta também. São relatos reais e a série mostra uma companhia real. Não é algo acadêmico (mesmo que eu tenha aprendido muito do período na série), e sim uma experiência fascinante que consegue divertir e emocionar.


Carregando os mesmos produtores e sendo também da HBO, "The Pacific" foi lançada há um pouco mais de um ano. Tendo em vista o sucesso de "Band of Brothers", a série possui os mesmos elementos de sua antecessora, porém tendo em vista o processo de luta no oceano pacífico (como percebemos pelo nome) contra o grande império nipônico. Também composta de 10 capítulos. Estou no quarto episódio e estou gostando, apesar de ainda preferir a anterior (creio que pela novidade que "Band" carregava quando assisti). Pelo que percebi, o psicológico dos soldados está sendo mais explorado, assim como a política da época ser mais atuante na série (não, até agora não teve gabinetes chatos...). Uma boa pedida para quem ficou orfão de "Band of Brothers".


Traremos mais dicas a medida que formos conhecendo mais seriados... Até lá!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fazia tempo que eu não ria tanto com uma animação como em "Rio".


Ri muito com este longa animado, que Carlos Saldanha (criador da trilogia "Era do Gelo") nos trouxe desta vez. Sendo diretor, este consegue nos envolver com uma trama tão sutil e divertida, que consegue encantar todas as idades.

Sinopse: O filme "RIO" conta a história de Blu, uma arara azul rara que pensa que é a última de sua espécie. Quando Blu descobre que há uma ‘outra’ ele deixa o conforto de sua gaiola em uma pequena cidade de Minnesota e vai para o Rio de Janeiro. Mas longe de ser amor à primeira vista entre o domesticado e incapacitado de voar e a feminista e independente, que voa alto, Jewel. Inesperadamente jogados juntos, eles embarcam na aventura de uma vida, onde aprendem sobre amizade, amor, coragem e estar aberto às muitas maravilhas da vida. “Rio” reúne uma fauna de personagens vibrantes, uma história comovente, mergulhos coloridos, uma música latina contemporânea e cheia de energia.

Com vozes conhecidas como Jesse Heinsenberg ("A Rede Social") que faz a voz de "Blu" e Anne Hathaway (futura Mulher-Gato em "The Dark Knight Rises") que faz "Jewel", o filme nos prende do começo ao fim. Além dos personagens extremamente carismáticos, a história tem todos os aspectos de uma animação de primeira, trazenod figuras que logo entram para o nosso gosto.

O melhor é o cenário brasileiro pelo qual o filme se passa. Por ter sido feito por um compatriota, creio eu, o filme não traz aquela mania de filmes hollywoodianos de insistir em colocar pessoas que falam um "portunhol" bem ruinzinho, que nada tem a ver com nossa língua. Além de respeitar nossas características, a película se passa na época do carnaval no Rio de Janeiro. Referências e brincadeiras são feitas ao longo do filme especialmente para nós (piadas internas sabe...).

O filme nos joga um tema bem atual, que é a extinção de espécies nativas de nossas matas e a biopirataria, algo tratado de forma leve e levado durante o enredo, sem ir para o lado "alerta" ou de "denúncia" do problema.

O filme me agradou bastante e merece um glorioso 9,0 na minha humilde opinião.

domingo, 28 de agosto de 2011

André Vianco - Os Sete


Como todo amante de vampiros e lobisomens, sempre que adentro uma livraria a primeira coisa que vou procurar são bons livros à respeito. E há algum tempo fui apresentada à coleção do autor André Vianco.
Os livros são muito bons,eu indico. O interessante nos livros dele é que,como ele é brasileiro, a trama se passa em cidades do Brasil, o que faz nos identificarmos ainda mais com a história. Que, à propósito, é bem envolvente e cheia de mistério, ação e aventura!
O primeiro livro que ele publicou foi "Os Sete".


O livro conta à respeito de uma caravela lusitana de cinco séculos naufragada no litoral brasileiro.E dentro desta caravela existem 7 caixões de prata lacrados com 7 cadáveres capturados, acusados de bruxaria. Apesar das advertências grafadas nos objetos de prata, a equipe do departamento de história da Universidade Soares de Porto Alegre decide violar a caixa para estudar os cadáveres. Afinal, que perigo poderiam oferecer aqueles cadáveres? Nenhum. Mas depois que o primeiro deles desperta tudo pode acontecer. Nesta coleção, onde Os Sete é o começo de tudo, André Vianco nos transporta para um mundo antigo e cheio de fantasias onde os verdadeiros assassinos carregam presas afiadas, tem medo do sol e são sedentos por sangue.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Rain Man - Ainda estou impressionado...


Vencedor de Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator - Dustin Hoffman e Melhor Roteiro Original), Globos de Ouro (Melhor filme - Drama e Melhor Ator - Dustin Hoffman), também vencedor de prêmios em festivais no Japão, França, Alemanha e Inglaterra. Este filme é algo que até agora não tenho o pensamento totalmente formado para definir o quão bom é...

O filme traz como protagonistas Raymond Babbitt (Dustin Hoffman) e Charlie Babbitt (Tom Cruise). A personagem de Cruise não tinha conhecimento que possuía um irmão até a morte de seu pai, com o qual havia tido vários problemas e saído de casa aos 16 anos. Precisando de dinheiro para o seu negócio, ele vai atrás do beneficiário da fortuna de 3 milhões de dólares que o pai deixou. Descobre, então, que possuía um irmão (Hoffman) e que este era mais velho que ele. A única singularidade era: Raymond era autista.

Tirando o irmão do local onde este era tratado (com o intuito de receber sua parte da herança) eles viajam através dos EUA e vão se conhecendo, tendo seus problemas e nos ensinando a comprensão, afeto e cuidado. O dinheiro acaba deixando de ser importante... Coisas das quais esse mundo realmente sente falta.

Como já mencionado, ainda não sei direito definir... Ver a atuação de Hoffman foi um dos melhores presentes de minha vida. Assistir a frustação de Tom Cruise no começo e vê-lo aos poucos entendendo o irmão é de colocar lágrimas nos olhos. A trilha sonora composta por Hans Zimmer (um dos grandes compositores/maestros de Hollywood) é perfeita para o filme.

Recomendo para TODOS esta maravilha da sétima arte, dirigida por Barry Levinson (curiosidade: o projeto no começo era de Spielberg, que o abandanou para fazer o "Indiana Jones e a Última Cruzada").

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