quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ana Terra (Resenha)


Normalmente as resenhas do Curioso Inovador não contam a história completa de um livro, mas como nossa caixa e emails quase explodiu com os pedidos de uma resenha de Ana Terra que contasse toda a narrativa do começo ao fim, não pudemos contradizer nossos leitores, afinal o blog só existe por causa de vocês, então para quem tiver mais sugestões, críticas, ou seja lá o que for, mande para nós, vamos adorar ler seu email: curiosoinovador@gmail.com

A história começa nos apresentando Ana Terra, uma garota de vida sofrida que mora com o pai, a mãe e dois irmãos em um rancho distante da cidade. 
A vida no campo não apresentava muitos prazeres, aliás, em muitas partes do livro, Ana diz querer ir a cidade, mas seu pai nunca a permitiu ir. Ele era um homem com a ordem dentro da casa, sua palavra era autoridade e seus pensamentos inquestionáveis, a mulher e os filhos o obedeciam mesmo quando o contradiziam.
Entretanto, toda a rotina monótona da família terra, começa a mudar com a chegada de Pedro Missioneiro. Um índio que tem dificuldades em se comunicar com eles, por falar em espanhol, mas que com o passar do tempo acaba se mostrando prestativo nos trabalhos dentro da casa, e acaba ganhando a confiança do patriarca da família para morar com eles. Para Pedro, é concebida uma cabana ao fundo do quintal dos terra, e ali ele passa a viver os próximos dias de sua vida.
Ana nunca se apaixonou por homem algum, sempre viveu isolada deles, nunca se embelezou para um ou ao menos chegou a tocar algum. E devido a isso, a chegada de Pedro a abala aos poucos, e Ana começa a sentir sentimentos novos, indescritíveis que aos seus 30 anos começam a relutar dentro dela. Ela começa a criar um ódio repulsivo e inexplicável do índio, muitas vezes quer que ele vá embora, mas com o passar do tempo, acaba decaindo aos encantos dele.
Nesse dia, o calor insuportável a abriga a ir à lagoa, aos fundos do rancho para um banho. E nisso, acaba encontrando Pedro que se aproxima dela dentro da água, engravidando-a.
Os dias seguintes são de tensão, ela sabe que futuramente não poderá esconder a barriga e decide contar a mãe dela, entretanto, o pai de Ana acaba escutando a história toda e se revela.
Pai e irmãos de Ana saem a noite com facões e foices, e desaparecem com Pedro. Em momento algum o autor diz que o índio está morto, mas sempre faz questão de deixar isso implícito.
Com o passar do tempo, o filho de Ana nasce, entretanto para o pai e os irmãos de Ana, ele não existe, o tratam como um nada dentro da casa.
Os filhos se casam e em uma discussão com Dona Henriqueta (mãe de Ana), o patriarca da família a acaba matando com tapas. 
Entretanto, apenas uma das esposas do irmão vai morar no rancho com a família dele, e uma nova criança.
E então vem o ataque dos castelhanos, Ana esconde a esposa do irmão e as crianças ao fundo do rancho, e fica na casa com o pai e o irmão, para deixar a entender aos invasores que é a única mulher da casa, poupando assim a vida das crianças e da outra.
Os castelhanos matam os homens da casa com tiros, e estupram Ana incontáveis vezes, roubam muitas coisas e destroem outras e acabam saindo do rancho.
Com o passar do tempo, Ana sai com a esposa do irmão e as crianças em uma caminhada para outro lugar, uma caminhada de início sem rumo. Por sorte, acaba encontrando um grupo de viajantes que as levam para um novo vilareijo que está sendo construído.
Começam uma nova vida, Pedrinho (filho de Ana) cresce e vai para a guerra contra os castelhanos, depois volta e se casa com uma moça a qual engravida. Em seguida vai novamente para a guerra prometendo voltar.

Achei um livro com uma história questionável, vista de um olhar crítico, nada mais é apresentado além de uma introdução a vida no interior do Sul, em momento algum o autor procura focar os personagens, procura dar vida a eles. Entretanto, acaba sendo uma grande história pelo valor histórico que ela possui, acaba crescendo perante grandiosas descrições e nos envolvendo com fatos que realmente não esperamos. Motivo que a faz compor uma das três partes da Obra-prima de Érico Veríssimo.

7 comentários:

Anônimo disse...

mt bom!!

Anônimo disse...

tens razao ao dezer que Érico Verissimo fez uma Obra-prima pois ele realmente supreendeu me com Ana Terra.

Anônimo disse...

A mãe de Ana morre com uma forte dor do lado direito! "nó nas tripas", segundo o livro! e não por ter apanhado do marido, corrijam isso!

Anônimo disse...

Erros absurdos! Recomendo ler e compreender o livro antes de publicar qualquer coisa a respeito.

Ana disse...

Quem escreveu esta resenha é, no mínimo, um (a) irresponsável. Escreve sobre o que não leu, portanto, não conhece.
A mãe de Ana Terra morreu de "nó nas tripas", não de uma surra.
Este romance constrói personagens com características de Grande profundidande, além de grande contribuição histórica.
Talvez o desenhista descubra isto quando o ler.
Aconselho a todos!

Anônimo disse...

por favor corrijam o erro sobre a morte da mãe de Ana, está totalmente fora do contexto

Anônimo disse...

Que absurdo essa resenha...pelo amor de Deus, corrijam, ou melhor, deletem ...um conselho...leiam o livro...é maravilhoso e super curto, vale muito a pena...

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