quarta-feira, 21 de março de 2012

Drive

Que deleite... meus caros, fazia tempo que eu não assistia um filme tão cru e que nos prende a ateção como Drive o fez comigo. 

Atualmente nos cinemas, este filme foi premiado em maio no festival de Cannes (um dos mais prestigiados internacionalmente) e ovacionado por nada menos que 15 minutos pelas pessoas que o assistiram.

O engraçado é descobrir tudo isso tanto tempo depois. Assisti Drive pelo computador há vários meses, achando apenas que era um filme de pouca repercussão e baixo orçamento, sem saber de sua fama lá fora. Descobri que não fui o único a admirar esta maravilha da sétima arte após ouvir o rapaduracast n° 273 (ouçam após ver o filme, de preferência) e que satisfação foi ouvir os elogios daqueles que, mesmo sem conhecer, já tomo por colegas que são amantes tão grandes do cinema que o usam para trabalhar e nos entreter.

O filme, como o Maurício Saldanha mencionou no cast, baseia-se na parábola africana do "Escorpião e o Sapo" para construir a personagem sem nome do protagonista feito pelo ator Ryan Gosling

"Um escorpião encontra um sapo na margem de um rio e como não sabia nadar, pede ao sapo para o ajudar a atravessar para o outro lado. O sapo olha para ele com desconfiança e diz-lhe:

- nem penses, se eu te ajudar vais-me picar e eu morro.

- mas isso não tem lógica nenhuma, eu não sei nadar e se te picar eu morro também – replicou o escorpião.

Perante esta resposta e a insistência do escorpião, o sapo cede e deixa o escorpião subir-lhe para as costas. A meio do percurso o sapo sente uma picada e o veneno do escorpião a invadir-lhe o corpo e a paralisar-lhe os membros. À medida que se vai afundando, o sapo consegue ainda dizer:

- porque é que fizeste isto? Agora vamos morrer os dois… lamentou o sapo.
 
- eu sei, nada posso fazer – respondeu o escorpião – é a minha natureza."
 
E é esta natureza de "escorpião" que o protagonista tenta domar ao longo do filme, esconder dos demais sendo um cara quieto e pacato pelo simples fato de se conhecer... Não consigo exprimir o quão genial foi a direção de Nicolas Winding Refn neste filme, por conseguir colocar tanta subjetividade e originalidade em poucos diálogos, substituindo-os por grandes ou pequenas expressões ou atos do seus atores e principalmente da personagem primária que parece ter sido encarnada por Gosling.
 
Não falo mais por temer estragar sua experiência caso desejem assistir este filme. É algo único e feito para assistir várias vezes caso queira ver todas as camadas de entedimento que o diretor colocou ali. No cinema, se possível.

1 comentários:

Lylu P. disse...

Oie...
Tudo bom?
Nossa esse filme parece ser MUITO bom... E também quero assistir pelo ator de Diários da Paixão... *-* ahuahauhauhau

Adorei seu blog... Já estou seguindo...
Depois dá uma passadinha no meu para conhecer... Relíquias da Lylu =D
http://reliquiasdalylu.blogspot.com.br

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